QUALIDADE DE FRUTOS E PROPRIEDADES FUNCIONAIS DE AMORAS-PRETA ‘TUPY’ ARMAZENADAS EM DIFERENTES TEMPERATURAS EM ATMOSFERA MODIFICADA PASSIVA

Cristina Soethe, Cristiano André Steffens, Angélica Schmitz Heinzen, Mariuccia Schlichting de Martin, Francielle Regina Nunes, Cassandro Vidal Talamini do Amarante, Karina Soardi

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da temperatura de armazenamento sobre a manutenção da qualidade, do teor de compostos fenólicos e da atividade antioxidante de amoras-preta ‘Tupy’ armazenadas em atmosfera modificada (AM) passiva. O experimento foi conduzido com amoras-preta ‘Tupy’, provenientes de um pomar experimental localizado em Lages, SC (27°48'58"S de latitude, 50°19'34"W de longitude e 884 m de altitude). Os tratamentos avaliados foram nas temperaturas de armazenamento de 0, 5, e 10 °C. Os frutos de todos os tratamentos foram acondicionados em filmes plásticos Xtend®. As pressões parciais médias de O2 + CO2 foram 19,2 + 1,2, 18,3 + 2,3 e 15,2 + 5,9 kPa para as temperaturas de 0, 5 e 10 °C, respectivamente. Após oito dias de armazenamento, os frutos foram avaliados quanto à taxa respiratória, perda de massa fresca, incidência de podridões, força para compressão do fruto, acidez titulável (AT), sólidos solúveis (SS), relação SS/AT, cor da epiderme (ângulo hue, croma e luminosidade), teor de compostos fenólicos totais (CFT) e atividade antioxidante total (AAT; métodos DPPH e ABTS). As temperaturas de 0 e 5 ºC proporcionaram frutos com maior força para compressão e AT e menor relação SS/AT, porém, nestas temperaturas de armazenamento ocorreram os menores teores de CFT e AAT, pelo método DPPH. Os frutos armazenados a 0°C apresentaram menor perda de massa e incidência de podridões. As temperaturas de 0 e 5 °C mantêm a qualidade físico-química, porém reduzem o teor de CFT e AAT de amoras-preta 'Tupy’.


Palavras-chave


Rubus sp., alimento funcional, conservação.

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