1 VARAL FOTOGRÁFICO BELEZAS NATURAIS NO PAMPA

ANABELA SILVEIRA DE OLIVEIRA DEBLE, Mariana Brasil Vidal, Leonardo Paz Deble, Silvia Soares Oliveira

Resumo


1 VARAL FOTOGRÁFICO BELEZAS NATURAIS NO PAMPA

 

Introdução

Os campos do entorno do Rio da Prata são há milênios utilizados pelas populações humanas, tendo em vista que diversos grupos étnicos de antigos coletores e caçadores pampeanos, tais como os Charruas, Minuanos, Guenoas e Jaros utilizavam essas paragens para caça e morada.

Posteriormente, com a chegada dos europeus a paisagem, ate então preservada, modificou-se, tendo em vista que além da criação de gado, de maneira extensiva e com pouco impacto no aspecto geral, a mineração e pequenas áreas de plantação foram efetivadas. Inegavelmente, a influencia étnica dos nativos pampeanos, os europeus, e a subsistência baseada principalmente na pecuária e na lida do campo, forjaram o gaúcho. Entretanto, nas últimas décadas, a supressão da composição autóctone aumentou de maneira pungente, e o processo de desvalorização do nativo em prol de cultivares e produtos exóticos acelerou ainda mais este processo. Além desses fatos, a descaracterização de ambientes naturais e, consequentemente do povo gaúcho como conhecemos e que nele foi moldado.

Segundo Afnatura (2011), "fotografar a natureza serve como uma ferramenta essencial para a educação ambiental, mas também uma arma para denúncias, e trazer à luz a necessidade de preservação de áreas em risco de degradação”. A beleza na natureza retratada em imagens de paisagens ameaçadas ou animais selvagens, ao mesmo tempo, transmitem a sensação de perda que poderia ser causada pela degradação do local. A fotografia de natureza é uma ferramenta na defesa das paisagens naturais e na compreensão do meio ambiente, para propiciar a valorização e respeito da biodiversidade (SILVEIRA & ALVES, 2008).

Do exposto acima, foi criada a exposição fotográfica itinerante de cinco regiões fisiográficas do Rio Grande do Sul que compõem o Bioma Pampa (Serra do Sudeste, Campanha, Sudoeste, Depressão Central e Missões), estas revelam as inúmeras paisagens no pampa, bem como espécies da flora e a fauna com intuito de resgatar e registrar as espécies nativas nos mais variados hábitats.

Justificativa

O presente evento justifica-se pela necessidade de valorização das paisagens culturais, históricas e ambientais no Pampa Gaúcho.

Objetivos

- Demonstrar o patrimônio natural no Bioma Pampa através da fotografia;

- Contribuir com registros fotográficos sobre a biodiversidade na região pampeana;

- Incentivar trabalhos de Educação e preservação Ambiental;;

Metodologia

O trabalho foi desenvolvido no Herbário Didático NAR/URCAMP, as fotografias registram as paisagens, a flora e a fauna no Pampa. Primeiramente, foi feito uma seleção das fotografias enviadas para exposição e identificados os espécimes e paisagens constantes nas mesmas. Os registros fotográficos revelam lugares de importância cultural relacionados a fatos históricos, vivências e lendas na região, como as Guaritas, Casa de pedra, Rincão do Inferno, Pedra do Segredo (Serra do Sudeste), Cerro Palomas, Cerros Verdes, Apa do Ibirapuitã, Serra do Caverá (Campanha), Palmar do Coatepe, Cerro do Jarau, Parque do Espinilho, areais de Quaraí (Sudoeste), Cerro Itatiaquá, Cerro da Glória (Depressão Central), Passo do Catarino, areais de Maçambará e Itaqui (Missões).

A realização do evento é proposta do Projeto de Ampliação e Manutenção do Herbário didático NAR, do Curso de Ciências Biológicas da Universidade da Região da Campanha, RS e da União pela preservação do rio Camaquã. O varal conta com 120 fotografias, dispostas em corda de cisal com prendedores de plástico, as etiquetas são personalizadas com ilustração em nanquim do quero-quero (Vanellus chilensis) e identificadas com nome popular e científico das espécies.

Público-alvo

Acadêmicos dos cursos de Graduação em Ciências Biológicas e áreas afins, além de acadêmicos do Curso de Pós-graduação em Educação e Gestão Ambiental, instituições de ensino público e privado e comunidade em geral.

Ações do projeto: O “1 Varal Fotográfico Belezas Naturais no Pampa” já esteve em exposição no Museu da Gravura Brasileira, no 7

Biourcamp, na Assembléia Legislativa de Porto Alegre, na Unipampa Campus de Dom Pedrito, na Apatur, no 50  Seminário de Gestão Ambiental, na Semana do Meio Ambiente de Bagé, em três escolas municipais de Bagé, em Audiência Pública contra mineração em Amaral Ferrador, no Memorial do Rio Grande do Sul e na 8a Expo Alto Camaquã.

Duração do projeto: março de 2017 a Dezembro 2017.

Resultados parciais

A exposição fotográfica proporcionou maior conhecimento para a comunidade acadêmica e local sobre a região pampeana e principalmente sobre localidades ainda bem preservadas de cunho histórico, cultural e ambiental na região, segundo a Afnatura (2011), “a fotografia serve, no âmbito científico, como ferramenta para estudos, como instrumento de pesquisa, suporte para o ensino, memória de dados e divulgação de resultados de pesquisas”. O registros fotográficos são importantes documentos que aumentam o conhecimento sobre determinado tema.

Para os acadêmicos o contato com a necessidade da preservação da sua região através do conhecimento de espécies registradas em fotografia, é importante, tendo em vista que os mesmo muitas vezes não tem acesso a aulas de campo.

O varal fotográfico é itinerante e tem uma coleção importante, tendo sido visitada por aproximadamente 1.500 pessoas em instituições diferentes e estará à disposição das escolas e instituições até o final do ano de 2017.

 

Conclusão

A fotografia científica é um recurso muito importante para o registro da natureza, bem como na formação de profissionais, além do registro da flora e da fauna no Bioma Pampa, as paisagens também são muito significativas para o história ambiental da região.

Nota-se, com o registro das exposições que um grande número de pessoas visitou a exposição com interesse de reconhecer a região dos Pampas. As escolas que tiveram registro no livro de presença também começaram a fazer trabalhos de registros fotográficos sobre o tema, o que de certa forma acabou incentivando professores, gestores entre outras pessoas a conhecer e pesquisar melhor a região.  A execução do projeto de Ampliação do Herbário NAR, além deste evento também dá suporte a trabalhos de Iniciação Científica, Extensão e Ensino.

 


Palavras-chave


fotografia científica, educação ambiental, valorização dos recursos naturais

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